domingo, 27 de novembro de 2016

Sopa vs. Papa - Update

Passadas umas semanas da Maria Inês ter começado a ingerir novos alimentos, nomeadamente a papa, a sopa e a fruta, vamos fazer um balanço:
O que tem corrido bem e o que tem corrido mal? Como se está a sair a Maria Inês?

Como se devem lembrar, começámos com a papinha. A primeira vez correu mais ou menos: como se costuma dizer, "primeiro estranha-se e depois entranha-se". Comeu menos de meio prato, começou a irritar-se e desistiu. À segunda e à terceira comeu um bocadinho mais e finalmente a criança rendeu-se. A Maria adora a papinha apesar de também gostar de cuspir para cima de mim quando se começa a sentir aconchegada. Olha para mim, abre a boca (que eu penso que é para receber a colher), meto-lhe a papa na boca, ela começa a rir com a colher na boca e começa a "soprar" a papa para cima de mim com uma alegria tremenda! E eu... Eu continuo a dar-lhe colheres de papa antes que ela se lembre de desistir.


Com a papa mal suja o babete.

Já com a sopinha a história é outra!! A miúda está armada em resistente.
Logo na primeira colher de sopa a espertalhona põe a língua à frente para não deixar passar nada sem saber primeiro o que é! E por muita fome que tenha não lhe consigo enfiar a sopa na boca. Então encontrei duas maneiras de tentar contornar a resistência da criança:

  1. Brinco com ela e faço-a rir; quando ela abre a boca, ponho-lhe a colher na boca.
  2. Ofereço-lhe o biberão da água e quando a Maria abre a boca... aqui que vai a sopa.
Eu sei. É mau estar a enganar a criança mas ela tem que ingerir leguminosas, certo? É para um bem maior.
Mas claro que estas minhas técnicas de manipulação têm as suas consequências. 
Na primeira opção arrisco-me constantemente a levar com a sopa na cara porque quando ela sente o sabor cospe tudo. E mesmo assim eu aproveito o impasse entre o sentir o sabor e a cuspidela, para empurrar mais um bocado de sopa lá para dentro. Ah! Entretanto a miúda tem sopa no nariz, nas sobrancelhas, a escorrer pelo queixo e a fazer pocinhas no babete. E eu estou toda salpicada, claro. E sim, já levei com sopa nos olhos!



Hoje conseguiu manter a sopa abaixo do nariz!


Na segunda opção a Maria chega a engolir uma boa quantidade da sopa que vai na colher, pois como pensa que vai degustar o belo do biberão, fecha bem a boca e parece ela que adora o petisco. Só que entretanto sente a sopa na boca e faz questão de travar a colher. Resultado? Metade sai pela boca fora e ao fim de três ou quatro vezes tem um lago de sopa no babete, a inundar-lhe o queixo. Às tantas o babete já não está a ter qualquer serventia e recorro a um pano de cozinha que, por sua vez, antes de passarmos à fruta, também já está completamente inutilizável!

É uma batalha que eu acabo por perder pelo cansaço, confesso. Mas não desisto enquanto não achar que chegou uma boa quantidade até ao estômago. E o cenário de guerra está lá para o comprovar!!

E a fruta? Perguntam vocês. 
Ai a fruta...
Ainda não conseguimos perceber se ela gosta ou não. Já experimentou cinco frutas diferentes e faz sempre careta. Mas eu sou persistente e consigo enfiar-lhe umas colheres na boca - duas ou três pelo menos!
Até agora a que comeu melhor foi a pêra mas ainda assim ficou quase tudo no prato. E quem acaba por comê-la... sou eu. 

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