terça-feira, 11 de setembro de 2018

Maria e as tarefas domésticas

Já aqui falei algumas vezes sobre como é difícil fazer alguma coisa em casa quando tenho a pequenina comigo. Ela quer aproveitar cada segundo que tem perto da mãe e simplesmente não desgruda.
Por exemplo: mesmo que lhe explique que tenho que fazer a paparoca ela não quer saber e é naquele momento que tem que estar ao meu colo. Ou quando vou passar a ferro, ela agarra-se às minhas pernas e puxa-me para o sofá pois quer ver bonecos sentada no meu colo.
Enfim... um sem números de tarefas que se tornam complicadas porque a Maria Inês simplesmente não me deixa fazer.

Como devem calcular as coisas cá em casa não aparecem feitas por magia! Era bom. Era muito bom. Mas não.
Como tal, com o tempo, fui aprendendo a dar a volta às situações sempre que estou em casa com a menina e tenho as tarefas domésticas para fazer.

E não é que a melhor maneira de concluir as minhas tarefas domésticas é metê-la a fazer comigo? Ah pois é!! A miúda gosta mesmo de ajudar e fica toda contente quando lhe ponho um pano na mão para limpar, quando me ajuda a separar a roupa para lavar ou a tirar a roupa da máquina; adora ser a minha assistente quando vou estender roupa; ajuda-me a fazer a cama e a aspirar o chão, a limpar a casa de banho... enfim, desde que lhe dê uma tarefa para fazer em conjunto comigo ela está contente. 
Apesar de demorar mais tempo assim, acaba por ser divertido e a Maria Inês vai aprendendo umas coisas. E claro que tenho sempre os devidos cuidados para ela não ter contacto direto com os detergentes ou com o pó - normalmente meto-a a limpar o que já está limpo ou finjo que meto detergente no pano dela.

E assim se forma uma jovem dona de casa. Eheh!






(Vamos ver se quando chegar à idade em que realmente tem que ajudar, o gosto é o mesmo! - 
 Digam lá se não foi o que vocês pensaram?)

domingo, 19 de agosto de 2018

O lado negro da amamentação

Antes de mais peço já que não me julguem pelo título. A expressão "lado negro" pode ser um pouco pesada, eu sei, e levar-vos a julgamentos precipitados.

Para quem é novo por aqui deixo já bem explícito que sou a favor da amamentação e não tenho qualquer problema com isso. Não é por acaso que amamento a minha filha há 2 anos e 2 meses (para ser específica). E é precisamente por estar a amamentar há tanto tempo que consigo ver os dois lados da coisa.

A amamentação é um momento de amor e muita cumplicidade entre mãe e filho. É.
É um momento muito bonito, com toda a certeza.
Mas também pode ser um "massacre".
Sei que há mulheres que sofrem bastante porque querem muito dar mama e acabam por desistir porque ou o bebé não se adapta, ou não pega bem, ou ainda porque têm imensas dores. Não é fácil. 
Também não julgo as mulheres que simplesmente optam por não amamentar mais do que meia dúzia de meses porque acham ser o necessário. Ou mesmo as que não pretendem amamentar de todo. Somos livres de escolher. 

O Bernardo mamou durante 18 meses e a Maria Inês já bateu o recorde... sem previsão de término.
No entanto, como mulher que sou e tendo eu uma vida para além dos filhos, estou a chegar a um ponto de exaustão como nunca imaginei.

Com certeza todas sabem o que é ter que ir trabalhar todos os dias, chegar a casa cansada e ainda ter tarefas domésticas para fazer, refeições, banhos, preparação para o dia seguinte. Tudo isto se torna ainda mais cansativo quando trabalhamos por turnos e com folgas rotativas pois não conseguimos ter sempre a mesma rotina e descansar as mesmas horas. Para agravar um bocadinho, o trabalho implica passar 8 horas em pé.
Conseguem juntar os dois cenários?
Tudo isto durante 2 anos sem dormir uma noite inteira, o que significa ainda menos descanso!

Continuo a adorar ver a minha filha a mamar e nunca lhe nego mas estou muito cansada. Há noites que mal me consigo mexer pois parece que levei uma tareia de tão exausto que está o meu corpo (e se ao menos isso me ajudasse a emagrecer!!). 

Muitas vezes sinto-me frustrada por, aos 36 anos, passar dias de folga sem forças para por a minha casa em ordem - neste momento deve haver velhotas com mais genica que eu a limpar uma casa (e pequena como ela é) - ou por ir para o trabalho a arrastar as pernas ou não conseguir passar mais tempo a brincar com os meus filhos.
Tem sido complicado e acho que as pessoas não conseguem perceber o meu lado.

Por exemplo, às vezes a minha mãe convida-me para ir até ao parque aqui perto com os miúdos e eu digo-lhe que os leve porque estou muito cansada. A primeira reação é chamar-me preguiçosa. Fico fula mas nem me dou ao trabalho de justificar... Se ao menos ela conseguisse perceber o quão derrotada ando.

Resta-me dar tempo ao tempo e esperar não cair para o lado.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

O nosso primeiro festival

Quem nos segue desde o início já deve ter lido aqui que nunca tínhamos tido esta experiência, já que o Bernardo "saltou" a fase do Panda.
Este ano, como a Maria Inês ADORA ver o canal Panda (e o Bernardo, apesar dos 9 anos, até costuma acompanhar), arriscámos na aventura! E para sermos ainda mais malucos levámos a prima Maísa que fazia nesse dia, 8 anos.

E lá fomos nós, no passado dia 8 de Julho, domingo, logo pela fresca da manhã, rumo ao Parque dos Poetas, em Oeiras - o mais perto de nós, já que este festival também teve sessões em Vila Nova de Gaia, Porto, Viseu e Leiria.

Para começar acho que fizemos muito bem em ter escolhido o horário da manhã. Se mesmo assim já apanhámos calor, não quero imaginar como foi na parte da tarde.
O espaço onde decorre o evento, o Parque dos Poetas - que nós não conhecíamos - é muito bonito, agradável e com espaço que nunca mais acaba. Para além do espectáculo em si, que reúne as personagens mais queridas pelos miúdos (e graúdos), o festival oferece inúmeros divertimentos e actividades para os mais pequenos: insufláveis de vários tamanhos para idades diferentes - pequenos, médios, gigantes, com escorregas, com obstáculos... tudo o que os miúdos mais gostam para saltar e rir à gargalhada.
Encontramos também tendas com mesas onde os mais tenrinhos podem praticar os seus dotes artísticos no papel ou brincar em pequenas piscinas de bolas; pinturas faciais; espaços de descanso e claro, pequenos bares para os papás e as mamãs poderem se sentir também em casa e beber um café e até uma cerveja fresquinha! Garanto que os adultos não perdem a viagem.

A juntar a tudo isto, à medida que passeamos pelo espaço, vamo-nos cruzando com as mais variadas figuras, sempre super divertidas e cheias de cor. Desde bailarinas dignas de um espetáculo circense a palhaços e repórteres super, hiper, mega engraçados com vestimentas ultra coloridas e perucas completamente doidas. E claro, a qualquer momento podíamos tirar fotos com uma qualquer personagem do canal que se cruzasse connosco: O Ruca, o Pocoyo, os Octonautas e muitos outros.

A somar aos pontos positivos do festival estão a boa organização e a distribuição, logo à entrada, de pulseiras identificadoras para colocarmos nos miúdos.






No entanto também identifico alguns pontos negativos - ou menos bons vá... já que se tratam de factores indissociáveis deste tipo de eventos.
Começamos com as filas!
Pois é: filas e mais filas. O que é perfeitamente normal em festivais, parques de diversões e outros eventos de grandes dimensões. Ou vamos preparados para esperar em filas ou então nem vale a pena lá ir porque já sabemos que os miúdos vão querer experimentar tudo e mais alguma coisa.

Achei piada ao facto do Bernardo ter ficado muito admirado com a quantidade de pessoas e, consequentemente, filas com que se deparou. Expliquei-lhe que, na vida, vai ter que lidar muitas vezes com este tipo de situação. Especialmente quando se quiser divertir em eventos semelhantes.



Vamos ao insuflável?
Claro. Mas temos que ir para a fila primeiro!


Outro aspeto menos positivo (e lá está, faz parte) é o calor/sol a que estamos sujeitos durante o espectáculo principal. São duas horas em que temos que estar atentos aos miúdos: se bebem água, se têm protetor, se não tiram o chapéu, se não saem do lugar. E neste último ponto, deixem-me desde já dizer que levar crianças, pelo menos até aos 2 anos - caso da Maria Inês - é dinheiro completamente mal gasto. Ou têm a sorte de ser uma criança que vive aquilo ao máximo ou então é uma viagem completamente em vão.
Honestamente, fez-me alguma confusão ver pessoas com bebés de colo. A meu ver a criança ainda não percebe nada daquilo nem vai gozar ou aproveitar seja o que for = dinheiro mal gasto - mas é só a minha opinião. 
Eu própria achei que a Maria Inês não gozou o que deveria durante o espetáculo por ser pequenina demais e distrair-se com outras coisas como a multidão à sua volta, por exemplo, que é algo totalmente diferente do seu dia a dia.
Depois também é ingrato nem todas as crianças poderem ficar perto do palco para poderem ver melhor os intervenientes e até se poderem divertir mais.
Mas mais uma vez... faz parte.



Sempre hidratada.
E protegida.

Por último e (para mim) o pior: os WC!!
Mais alguém detesta casas de banho públicas? Pois. Quanto mais sujeitar as crianças a tal.
Em locais com tanta gente é impossível não esperar numa fila para fazer chichi. Mas pior ainda é ter que fazer numa casa de banho portátil! E fico-me por aqui no tema.

E assim deixo alguns conselhos para quem se quiser aventurar pela primeira vez neste dia exclusivo para os miúdos:

1º - É imperativo não deixarem a paciência em casa. Lembrem-se que vai ser um dia de muita agitação para eles (e filas de espera);

2º - Vistam roupas confortáveis, ténis, chapéus na cabeça e protector solar - válido para pais e filhos;

3º - Para além de água (muito importante), levem também um pequeno farnel pois os preços praticados nestes locais são perfeitos roubos à nossa carteira - a não ser que se sintam confortáveis para gastar uns trocos extra.

4º - Se não querem sofrer com o calor, escolham o período da manhã (e com alguma antecedência já que os bilhetes esgotam);

5º - Se tiverem bebés com menos de 2 anos, guardem a aventura para o(s) ano(s) seguinte(s) - vai ser mais proveitoso!


Os bilhetes, já sabem, podem comprar nos locais habituais: Fnac e Bilheteira Online


Deixo aqui alguns momentos:












 




    Boa aventura!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

2 Anos e um record!

O tempo não para. Não perdoa. Não dá tréguas. 
Parece que ainda ontem nasceu e já está uma crescida, reguila, malandra, inteligente como tudo e uma tagarela de primeira apanha. 
Hoje a Maria Inês faz dois anos.

Eu sei que já é clichê dizermos estas coisas do "parece que foi ontem" mas a verdade é que o sentimento é mesmo esse. Uma sensação de que passou tudo a correr e não tivemos oportunidade de aproveitar tudo ao máximo. 
São as melhoras fases da vida destes seres maravilhosos que são as crianças, os nossos filhos: a evolução constante, as mudanças, as conquistas, o crescimento dia a dia, as gargalhadas, as surpresas... um dia serão as memórias mais bonitas que teremos da vida!

Foram dois anos muito cansativos, a tentar conciliar horários da mamã e do papá e ainda dos avós que estão sempre lá quando precisamos. Dois anos com dias intermináveis e contratempos vários. Dois anos de noites mal dormidas e sono constante durante o dia. Dois anos de amamentação o que faz da Maria uma recordista em relação ao irmão - não falha uma noite e quando estou em casa é sempre que lhe apetece! [Pronto, percebem a parte das noites mal dormidas e do cansaço constante?!]

Mas foram também dois anos de uma alegria imensa e de um amor duplicado. Dois anos de casa cheia, gritos histéricos e gargalhadas; correrias de preocupação e sustos. Dois anos de palhaçada, harmonia e felicidade plena, principalmente por poder assistir à relação maravilhosa de amor e carinho entre os dois irmãos! Já não sabem viver um sem o outro e isso é lindo, enche-nos o coração a cada dia que passa!
Com todas as imperfeições, temos dois seres maravilhosos a quem podemos chamar de filhos!

Hoje celebramos a vida e a nossa felicidade.
Parabéns Maria Inês! Que a vida te faça sorrir sempre como nos fazes sorrir a nós todos os dias!





sexta-feira, 1 de junho de 2018

Mês dificil...

... este Maio!

Miúdos doentes, noites mal dormidas... Quando não é um é o outro. Depois são os dois. Quando achamos que estão melhores, é a mãe. Ou são os três ao mesmo tempo. 
Gripes, constipações, febre, alergias, tosse de noites inteiras, faltas à escola.
Xaropes aos montes, supositórios, soro, vapores, gotas para o nariz, água do mar, Vick Vaporub em qualquer parte do corpo que possa absorver as suas vantagens. Visitas ao posto médico, diagnósticos errados e tratamento errado. Criança piora, mais aulas perdidas... visita ao Hospital. Otites. Duas. Mais xaropes para cima, antibiótico para dez dias. Muitos dias de aulas perdidos.


Mãe a tratar os miúdos com uma gripe horrível e, mal cura a gripe, recebe uma dor de dentes. Dor de me levar de urgência ao dentista... infecção! 
Mais comprimidos - antibiótico, anti-inflamatório... dores horríveis. Toca de arrancar o maldito. Extracção difícil, pontos, recomendações mil, anti-inflamatório, comprimidos para as dores, gelo e mais gelo. Mais noites mal dormidas...
Resultado do mês de Maio: ausência prolongada. 

No meio de tanto virus o pai safa-se!
Talvez pelo excesso de trabalho mas está de parabéns pelo evento do ano: 
Já toda a gente sabe o que o Anjo Sérgio Rosado casou no passado dia 19 de Maio, certo?
Certo. E é com enorme orgulho que vos revelo que o Chef que confeccionou a ementa do casório foi aqui o maridão da família normal.
Para ele também foi um mês difícil mas compensou o resultado e a satisfação na sua cara.

Pronto... não podia ser tudo mau.
Esperemos que Junho nos traga, pelo menos, muita saúde.


O maridão com os noivos.


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Em casa com as crianças - o dilema

No mês de Abril gozei uns dias de férias - estive em casa pouco mais que uma semana. Estava a precisar de descansar e de pôr a casa em ordem. Irónico!
Estar em casa também significa estar mais tempo com os miúdos - mais uma ironia já que ter os miúdos em casa também significa trabalhos redobrados, barulho, confusão... logo, perde-se todo o significado do "descansar e pôr a casa em ordem"!
Tenho que confessar que andava tão morta que no primeiro fim de semana andei em modo vegetal. Só estava bem na horizontal. E diga-se de passagem que com a chuva a cair a potes como estava, não apetecia mesmo fazer mais nada senão sofá e televisão - mesmo com as crianças a "chagar a pinha".
Tentei mentalizar-me que precisava urgentemente de deixar esta casa em ordem, fazer limpezas, arrumações, organizar roupas... enfim, tudo e mais alguma coisa. Mas continuava a chover a potes. Toda a gente sabe que chuva e dias cinzentos são a combinação perfeita para fazer... nada. Certo? E depois há a questão das limpezas - também não dá muito jeito andar nas limpezas com chuva constante já que não se pode abrir as janelas, o chão não seca, não se pode estender roupa, etc.

Como se não bastasse o tempo maravilhoso que se fazia sentir, a Maria Inês rapidamente se habituou a ter a mãe em casa 24 horas por dia. Assim sendo, os meus dias eram passados com a Maria Inês pendurada (algumas vezes literalmente) no meu pescoço. Se eu estava a tomar o pequeno almoço, a Maria estava no meu colo a pedir comer (mesmo tendo acabado de beber o seu biberão matinal de leite com cerelac); se eu estava a lavar a loiça, a Maria estava agarrada às minhas calças a pedir colo ou uma bolacha; nem no wc a miúda me dava privacidade - verdade, tenho fotos que o comprovam!! (Fiquem descansados que não vou mostrar.)
A juntar a este cenário, a Maria aprendeu a dizer "colo"! Conseguem imaginar? O dia inteiro a pedir colo, papa e Patrulha Pata. Ela pedia para ver desenhos animados mas eu tinha que ver com ela.
Não foi fácil cumprir a minha missão.



Que fixe... vou desarrumar os DVDs da mamã e do papá!


Nos últimos dias destas mini férias a chuva lá resolveu dar umas tréguas e tive que arranjar maneira de pôr mãos à obra. Com ou sem miúdos. Com ou sem a Maria Inês colada a mim. 
A ajuda do maridão foi preciosa, claro, e lá andamos nós no ufa ufa das lides domésticas durante uns dias.

Ora isto fez-me refletir sobre uma questão: a vida nunca é como nós queremos. 
Que óbvio - dizem vocês. 
A verdade é que se estamos demasiado tempo no trabalho, desejamos passar mais tempo em casa com a família, aproveitar ao máximo as crianças. Mas quando estamos em casa com as crianças passamos o dia a bufar porque não nos deixam fazer nada e a ralhar porque estão a fazer asneiras, a desarrumar, a fazer demasiado chinfrim... enfim.

Será que sou eu que sou demasiado insatisfeita com a vida ou mais alguém por aí tem este dilema?