A melhor amiga
Os amigos podem ser peças fundamentais durante o nosso percurso, principalmente durante a infância. Marcam-nos para a vida!
Há amigos dos quais vamos recordar pormenores 20 e tal anos mais tarde. Até das datas de aniversário.
Lembro-me perfeitamente que a Catarina faz anos a 23 de Fevereiro. Chegámos a ir mascarados para a festinha dela - na altura coincidia com a semana do Carnaval. A Sapinha faz a 16 de Abril, a Paulinha a 9 de Novembro e a Ana Filipa a 20 de Julho. A Cátia faz anos no dia 25 de Junho, o dia em que nasceu a nossa caçulinha (33 anos depois dela). A Cátia não era só minha amiga, era minha vizinha de baixo e passávamos a vida enfiadas na casa uma da outra. E a Lila... a Lila para além de amiga era (e ainda é) minha prima - a ela foi difícil de perder o rastro.
São amigas de infância com as quais só mantenho contacto graças às redes sociais. É que entretanto estive alguns anos sem saber nada delas (com 15 anos mudei-me para longe e ainda não havia telemóveis. Restaram-nos as cartas) mas, mesmo que não lhes mande uma mensagem de Feliz Aniversário, chega o fim do dia e penso para mim "esta amiga fez anos hoje"! E recordo com carinho vários momentos nossos. A infância tem esse poder.
E acredito que não sou a única com memórias longínquas de outros tempos. De outros ares. Com outros sabores.
E é por tudo isso que sei que, por muitos amiguinhos que o Bernardo tenha e por muito que ele fale no Tomás ou no Rafael, a sua melhor amiga, aquela de quem ele se vai lembrar sempre com muito carinho, é a prima Maísa. Foi a primeira amiga, a primeira companheira.
O Bernardo e a Maísa têm pouco mais de um ano de diferença. Ele é o leite e ela é o café (como diz a vovó Dáda) mas não vivem um sem outro. Eles adoram-se. Incondicionalmente!
Desde muito pequeninos que brincam um com o outro e até a sala da pré-primária eles partilharam - coincidências felizes!
Podem haver outros amigos mas no fim do dia o Bernardo quer ir jantar com a Maísa ou dizer-lhe uma coisa importante, ou só dar-lhe um beijinho. E quando se juntam (e já aqui o disse) tornam-se dois índios selvagens... gritam como se não houvesse amanhã, correm como se a energia não tivesse fim, riem das parvoíces mais estúpidas que possam imaginar, fazem asneira atrás de asneira, sujam-se dos pés à cabeça e até discutem e zangam-se um com o outro. Mas cinco minutos depois está tudo bem e continuam a gritar e a correr e a fazer asneiras.
A Maísa é a companhia que o Bernardo quer quando vamos à praia ou à piscina, ao parque ou dar um passeio. Até nas lojas de roupa ele se lembra da prima e pergunta se lhe podemos levar uma prenda.
Este ano a Maísa entrou para o 1° ano e ficou na mesma escola que o Bernardo. Cada um tem os seus amiguinhos, os meninos das respetivas salas. No entanto não deixam de se controlar um ao outro: o Bernardo chega da escola e conta que a prima caiu e que é muito vagarosa a fazer os trabalhos. E lá em casa ela faz o mesmo: conta o que o Bernardo fez na escola. Têm sempre que se meter na vida um do outro e estão sempre a fazer queixinhas um do outro... no fundo, no fundo é só preocupação! E mesmo vendo-se um ao outro, todos os dias, na escola, chega o fim de semana e é uma desgraça se o Bernardo não vai ver a prima. Quer ir almoçar com ela, ou lanchar, ou jantar. Nem que seja só para ir dar um beijinho. Desde que dê para estar um bocadinho com a Maísa, é o que interessa.
Nós ralhamos. Reclamamos que são impossíveis de aturar os dois juntos. Que ninguém aguenta, que não pode ser, que se não se começam a portar bem é a ultima vez... mas claro que não é. Não vai ser. Porque eles estão a viver a infância em pleno, estão a construir as memórias do futuro. Aquelas que vão ficar para sempre. Porque vai ser aquela amizade importante da infância que eles nunca vão esquecer.
Há amigos dos quais vamos recordar pormenores 20 e tal anos mais tarde. Até das datas de aniversário.
Lembro-me perfeitamente que a Catarina faz anos a 23 de Fevereiro. Chegámos a ir mascarados para a festinha dela - na altura coincidia com a semana do Carnaval. A Sapinha faz a 16 de Abril, a Paulinha a 9 de Novembro e a Ana Filipa a 20 de Julho. A Cátia faz anos no dia 25 de Junho, o dia em que nasceu a nossa caçulinha (33 anos depois dela). A Cátia não era só minha amiga, era minha vizinha de baixo e passávamos a vida enfiadas na casa uma da outra. E a Lila... a Lila para além de amiga era (e ainda é) minha prima - a ela foi difícil de perder o rastro.
São amigas de infância com as quais só mantenho contacto graças às redes sociais. É que entretanto estive alguns anos sem saber nada delas (com 15 anos mudei-me para longe e ainda não havia telemóveis. Restaram-nos as cartas) mas, mesmo que não lhes mande uma mensagem de Feliz Aniversário, chega o fim do dia e penso para mim "esta amiga fez anos hoje"! E recordo com carinho vários momentos nossos. A infância tem esse poder.
E acredito que não sou a única com memórias longínquas de outros tempos. De outros ares. Com outros sabores.
E é por tudo isso que sei que, por muitos amiguinhos que o Bernardo tenha e por muito que ele fale no Tomás ou no Rafael, a sua melhor amiga, aquela de quem ele se vai lembrar sempre com muito carinho, é a prima Maísa. Foi a primeira amiga, a primeira companheira.
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O Bernardo e a Maísa no Ferry entre Setúbal e Tróia |
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Os dois a brincar na praia. |
Desde muito pequeninos que brincam um com o outro e até a sala da pré-primária eles partilharam - coincidências felizes!
Podem haver outros amigos mas no fim do dia o Bernardo quer ir jantar com a Maísa ou dizer-lhe uma coisa importante, ou só dar-lhe um beijinho. E quando se juntam (e já aqui o disse) tornam-se dois índios selvagens... gritam como se não houvesse amanhã, correm como se a energia não tivesse fim, riem das parvoíces mais estúpidas que possam imaginar, fazem asneira atrás de asneira, sujam-se dos pés à cabeça e até discutem e zangam-se um com o outro. Mas cinco minutos depois está tudo bem e continuam a gritar e a correr e a fazer asneiras.
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Jardim de Infância - Ano Letivo 2014/2015 |
A Maísa é a companhia que o Bernardo quer quando vamos à praia ou à piscina, ao parque ou dar um passeio. Até nas lojas de roupa ele se lembra da prima e pergunta se lhe podemos levar uma prenda.
Este ano a Maísa entrou para o 1° ano e ficou na mesma escola que o Bernardo. Cada um tem os seus amiguinhos, os meninos das respetivas salas. No entanto não deixam de se controlar um ao outro: o Bernardo chega da escola e conta que a prima caiu e que é muito vagarosa a fazer os trabalhos. E lá em casa ela faz o mesmo: conta o que o Bernardo fez na escola. Têm sempre que se meter na vida um do outro e estão sempre a fazer queixinhas um do outro... no fundo, no fundo é só preocupação! E mesmo vendo-se um ao outro, todos os dias, na escola, chega o fim de semana e é uma desgraça se o Bernardo não vai ver a prima. Quer ir almoçar com ela, ou lanchar, ou jantar. Nem que seja só para ir dar um beijinho. Desde que dê para estar um bocadinho com a Maísa, é o que interessa.
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A passear por Alcácer do Sal |
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Foram ao salão da Vovódi cortar o cabelo! |
Nós ralhamos. Reclamamos que são impossíveis de aturar os dois juntos. Que ninguém aguenta, que não pode ser, que se não se começam a portar bem é a ultima vez... mas claro que não é. Não vai ser. Porque eles estão a viver a infância em pleno, estão a construir as memórias do futuro. Aquelas que vão ficar para sempre. Porque vai ser aquela amizade importante da infância que eles nunca vão esquecer.
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