Segundo filho – O grande desafio, parte I
Muita gente diz que a chegada do primeiro filho é uma “grande
prova de fogo”.
São muitas mudanças na vida do casal em prol do
recém-chegado; são as inseguranças e a inexperiência de como cuidar de um bebé;
os receios de não saber porquê que a criança chora… Enfim, uma série de
questões que vão assombrando a cabeça dos papás durante a gravidez.
Comigo não foi assim.
Não sou nenhum expert
em educação nem acho que sei tudo. Nada disso. Apenas tenho dois irmãos mais
novos, por isso sempre estive familiarizada com o que é cuidar de um bebé.
Sempre me senti bastante segura em relação a isso e não tive medo de não
conseguir. Inconscientemente pensava que “no momento resolveria a situação”.
Tive uma gravidez bastante saudável e tranquila, nada de ansiedades ou receios.
Nem mesmo em relação ao momento do parto mas, esta parte já não sei explicar.
Acho que sou eu que sou simplesmente positiva!
Claro que houve muitas mudanças no nosso dia-a-dia, em casa,
mas não senti que a nossa relação, como casal, tivesse sofrido o que quer que
fosse! Cá em casa prezamos muito o diálogo por isso, em caso de discordância,
não há nada que não se resolva a conversar. Depois também sempre gostámos de
estar no nosso canto, passar muito tempo em casa, logo não sentimos qualquer diferença
(adoramos o sofá, um bom filme ou série e um belo balde de pipocas) – há casais
que acabam por stressar porque têm que deixar de sair à noite ou estão menos
vezes com os amigos. Pode ser complicado fazer tanta cedência de uma só vez e o
casal não consegue lidar com isso. Também tivemos a sorte de ter nascido um
Bernardo muito calminho. Nada de cólicas ou rabugices. Acordava de noite para
mamar, pelo menos duas vezes e, por isso, andei muito tempo a cair para o lado de tanto
sono que tinha. Tirando isso acho que foi uma prova bastante bem superada.
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O Bernardo com 3 anos. |
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O Bernardo acabadinho de nascer! |
Eis que surge um novo desafio: vem aí o segundo filho!
A felicidade é extrema quando chega a notícia mas temos que
parar para pensar. Pensar no primeiro filho.
Esta sim ia ser a prova de fogo:
trazer um segundo filho ao mundo sem deixar que o primeiro se sentisse de parte
ou excluído de alguma forma.
Podem estar a pensar “Oh, que estupidez”, mas a verdade é
que o Bernardo estava numa fase complicada: sempre foi um bocado introvertido e
inseguro e tinha acabado de entrar para o 1º ano. O nosso maior medo foi que
ele não se sentisse amado por algum motivo. Tudo o que fazíamos e tudo o que dizíamos
durante a gravidez poderia ter impacto na forma como o Bernardo sente o nosso
amor por ele e a verdade é que, sem darmos conta, o comportamento na escola
começou a sofrer alterações.
Nunca sabemos o que vai na cabeça do menino mas
sabemos outras coisas: não foi só o primeiro filho. Foi também o primeiro neto
(dos dois lados), primeiro bisneto (dos dois lados), o primeiro sobrinho, o
primeiro sobrinho-neto. Estava mais que habituado a ter toda a atenção
debruçada sobre si, fosse onde fosse. Em casa foram sete anos em que o mundo girava à sua volta. E, de repente, toda a gente se foca na
barriga, na mana que ainda nem chegou… seria mais que normal que na cabecinha dele
começassem a surgir dúvidas ou questões que nem ele próprio saberia colocar.
Tadinho até nós alteramos qd veios os nossos irmãos....Eu compreendo o Bernardo!Cm sabes tb sou a mais velha de ambas as partes....e dpx vem a Neide e logo de seguida a minha irmã....desculpem lá e eu onde fico nesta história td....ah ah ah....
ResponderEliminarClaro que sim. A minha mãe tb conta que, quando a Diana nasceu, eu até xixi nas cuecas comecei a fazer e já tinha 7 anos!!
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